terça-feira, 29 de outubro de 2019

CANDIDATURA DE JORGE COUTINHO NO RIO HOMENAGEIA ULYSSES GUIMARÃES!

 O símbolo da resistência negra e da cultura nacional, Jorge Coutinho e o Rei Pelé, aniversariaram no último 23 de outubro
POR: WALTER BRITO
No último 23 de outubro, duas personalidades brasileiras completaram mais um ano de vida: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, conhecido no planeta Terra como o Rei do futebol, que chegou aos 79 anos, comemorados em Santos-SP, ao lado da esposa Márcia Aiok e familiares. O outro, a mistura da resistência negra com o simbolismo da cultura nacional e o ativismo político, o ator Jorge Coutinho, que comemorou o seu natalício número 86, ao lado de seus colegas atores no Teatro Cacilda Becker,  por meio também de telefonemas dos amigos dos velhos e novos tempos, como o ator Milton Gonçalves e outros; além dos abraços de alguns componentes do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro - Sated, onde Coutinho é presidente pelo quarto mandato consecutivo, e Milton Gonçalves, o secretário-geral. A última eleição do Sated foi travada por Coutinho e diversos colegas famosos e também colegas dos bastidores, que formaram a verdadeira unidade na diversidade, quando venceram seus opositores, num um momento em que Deus foi generoso com o carioca da gema, pois o placar foi 65% contra 35%.
Jorge Coutinho e a atriz Djenane Machado foram protagonistas do primeiro beijo na boca de um negro em uma mulher braca na TV em 1968
Jorge Coutinho é dono de uma história permeada por muitas lutas, conquistas, vitórias e, com muita dignidade! Tudo começou pra valer no Copacabana Palace, quando o adolescente de São Cristovam e Cordovil, que estudou com luz de lamparina, trabalhou em sua adolescência como bombeiro hidráulico no famoso hotel construído pela família Guinle. O Copa, que hospedou ao longo dos anos as maiores personalidades do meio artístico, empresarial e político do mundo, inspirou o filho da vassourense, Dona Mercedes Antônio Coutinho. Impressionado com o mundo das artes, que passava obrigatoriamente pela sua casa de trabalho, Coutinho sempre pensou grande e por isso escolheu para sua formação profissional, como ator, a melhor escola de teatro de sua época, o curso Tablado, sob o comando de Maria Clara Machado.
A saudosa atriz Ruth de Souza e Jorge Coutinho nos velhos tempos
 Coutinho ganhou o mundo por meio do teatro, cinema e televisão, quando se fez presente na criação do Cinema Novo e Grupo e Teatro Opinião, oportunidade em que percorreu o Brasil pregando a reforma agrária, com o Centro Popular de Cultura – CPC,  da União Nacional dos Estudantes - UNE . Exilado na Argentina nos anos de chumbo, Coutinho voltou ao Brasil para continuar sua história contra o racismo, a favor da igualdade e da integração do negro no processo de desenvolvimento do país, quando escandalizou o tradicionalismo cultural e preconceituoso, ao protagonizar o primeiro beijo de um negro na boca de uma branca, na novela “Passos dos Ventos” da autora Janete Clair, na TV Globo, onde ainda hoje é funcionário.
Mangueirense de carteirinha, Coutinho é um homem do samba e transita bem em todas as escolas, o que o tornou amigo de cantores e compositores que fizeram e fazem a história do samba em nosso país. É importante lembrar que Jorge Coutinho foi homenageado pela Portela, Escola de Samba de sua saudosa mãe, pela qual desfilou na Sapucaí, com muito orgulho, ao lado de diversos colegas famosos, cujo enredo foi baseado na vida de Clara Nunes, amiga do peito e do coração de Jorge Coutinho. Como ator, Jorge participou de quatorze novelas e oito filmes no cinema, todos com muito profissionalismo, criatividade e sucesso. Além de ser roteirista, Coutinho desempenhou trabalhos importantes como diretor de diversos filmes em sua carreira artística que completou 61 anos de atividade ininterrupta. O ator também construiu uma bela história como diretor na Rádio Roquette Pinto no Rio de Janeiro, ao lado do ator e ativista político inesquecível, que também era poeta e advogado, o saudoso Mário Lago.
Embora Jorge Coutinho seja mangueirense de carteirinha, ele é amigo de Monarco da Portela e de toda turma do samba carioca
O guerreiro da cultura nacional, ativista político desde sua juventude, ao lado de Ulysses Guimarães e Milton Gonçalves, os quais ajudaram a fundar o MDB velho de guerra, pelo qual Jorge já foi candidato a suplente de senador pelo Rio de Janeiro, foi presidente Nacional do MDB Afro e conselheiro de comunicação do Congresso Nacional. Como se sabe, Jorge Coutinho é, sem dúvida, um dos mais importantes representantes do MDB histórico, e nele permanece até hoje na defesa de seus princípios éticos, na defesa inconteste da cultura, na defesa das minorias e da integração do negro e da comunidade indígena ao processo de desenvolvimento da nação brasileira.

É com esta bagagem que parte significativa do mundo cultural do Rio de Janeiro, intelectuais de diversos segmentos, representantes das classes menos favorecidas, ativistas da comunidade negra e defensores da ficha limpa para o exercício de cargos públicos apontam a estrela que poderá brilhar nas eleições de 2020 para prefeito do Rio de Janeiro, o ator Jorge Coutinho.
Jorge Coutinho é lançado por Milton Gonçalves para prefeito do Rio de Janeiro
Entrevistado pela reportagem, o ator Milton Gonçalves disse o seguinte: “O Rio de Janeiro precisa de um prefeito em 2020, comprometido com a história de nossa cidade. O Coutinho, dono de uma trajetória sem máculas, um ficha limpa e em pleno vigor aos 86 anos de idade, certamente tem potencial para reforçar o nosso MDB e fazê-lo voltar aos tempos de glória, quando éramos o partido político referencial da América Latina. Tive a satisfação de viajar pelo Brasil ao lado de doutor Ulysses Guimarães e do jovem deputado Dante de Oliveira, quando pregamos em alto e bom som, aos brasileiros de todos os rincões, o discurso que pegou e reacendeu a chama da democracia em nosso país, por meio do grito uníssono de nosso povo: “Diretas Já”.
Coutinho tem apoio de Xande de Pilares, como pré - candidato a prefeito do Rio de Janeiro
Portanto, sinto-me na obrigação de incentivar a pré-candidatura de Jorge Coutinho para prefeito do Rio. Esta vontade aumenta, ao relembrar que sou um brasileiro que me fiz no Rio de Janeiro, a mais bela cidade do mundo, que tem como símbolo o Cristo Redentor. Neste sentido, cito a representatividade do Cristo Redentor, no alto do morro do Corcovado, simbolizando a fé de um povo; a fé de uma população que não pode perder a esperança por causa da violência; a fé das pessoas que souberam construir com maestria o berço da cultura nacional; a fé de cariocas e brasileiros residentes em nossa cidade, que precisam  ganhar o mínimo com dignidade para sobreviverem; enfim, a fé do povo negro que construiu com o seu sangue, os pilares de uma nação de 210 milhões de brasileiros, representante da oitava economia do mundo e que, ainda assim, nunca participou de sua administração! Jorge Coutinho eleito prefeito do Rio de Janeiro, certamente representará o povo no poder. Por ter sabido construir sua história com muito esmero, fé e dignidade, Coutinho saberá escolher os melhores técnicos para sua assessoria, com muita competência e o coração de um carioca da gema como ele, para fazer o Rio de Janeiro continuar com o título de Capital Maravilhosa. SALVE JORGE!”, concluiu o ator Milton Gonçalves.
Como se vê, o incrível Jorge Coutinho quebra o silêncio da negritude carioca, com o reforço das  belas palavras de Milton Gonçalves,  Xande de Pilares e outros, ao tempo em que se coloca como pré-candidato a prefeito do MDB no Rio de Janeiro e sugere que os institutos de pesquisas, a partir de agora, coloquem o seu nome na pergunta estimulada, entre os quase trinta pré-candidatos que já se apresentaram. Voltando a Xande, ele disse: “Jorge! É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar”.
 Questionado pela reportagem sobre o seu pleito rumo ao Palácio da Cidade do Rio De Janeiro, Jorge Coutinho afirmou: “Agradeço as  palavras de incentivo do meu amigo Milton Gonçalves, quando aponta o meu nome como opção do MDB para disputar a eleição para prefeito do Rio, e digo: Milton, estou pronto para mais esta batalha e sou, sim, pré-candidato  a prefeito do Rio de Janeiro! Quero pedir a atenção especial dos dirigentes dos institutos de pesquisas, pois autorizo a colocação de meu nome, a partir da publicação desta matéria, em todas as perguntas, quando sugeridos os nomes de pré-candidatos para prefeito do Rio de Janeiro. Agradeço as manifestações públicas sobre minha pré-candidatura, como a do Xande de Pilares, autor de uma das músicas da novela da TV Globo a Dona do Pedaço. Agradeço também, a manifestação pública do brigadeiro Átila Maia, que obteve quase 136 votos para o Senado no Distrito Federal em 2018. O brigadeiro, que já morou no Rio, conhece bem a nossa cidade, e se colocou ao meu dispor, após a aprovação de meu nome na convenção partidária, no sentido de elaborar o plano de Segurança Pública para a cidade do Rio de Janeiro. Em tempo, quero dizer aos fundadores de nossa legenda: Vamos resgatar os nomes dos autênticos do MDB, que se afastaram por diversos motivos. É hora da união e, juntos e unidos, vamos reconstruir a verdadeira história do Rio de Janeiro e de nosso amado Brasil. Um grande axé para todos. Salve, doutor Ulysses Guimarães, o timoneiro que me levou para o MDB velho de guerra”, concluiu o pré-candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Jorge Coutinho!
Jorge Coutinho e o Brigadeiro Átila Maia. Este, vai elaborar o plano de Segurança Pública para a Cidade do Rio de Janeiro

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

30 ANOS DA PRIMEIRA ELEIÇÃO APÓS A REDEMOCRATIZAÇÃO NO BRASIL!


Por: Walter Brito
A democracia permitiu enormes avanços da humanidade e teve diferentes significados em cada período pelos quais passamos no Brasil e no planeta Terra, desde a nossa existência como nação e os primórdios da existência humana. Partindo da premissa de que o poder é a vontade do povo, lembramos que à medida em que o planeta se transforma, naturalmente, os humanos mudam os seus conceitos. Desta forma, as regras do jogo foram modificadas ao longo de nossa existência e a democracia teve papel fundamental.
Diversos momentos da história com marcas fortes precisam ser ressaltados nesta matéria antes de irmos ao dia D, que foi a primeira eleição após a ditadura militar no Brasil, ocorrida em 15 de novembro de 1989, culminando com a eleição de Fernando Collor de Mello para presidente.
Momento em que o ex-presidente José Sarney passa a faixa presidencial para Fernando Collor de Mello

A QUEDA DA BASTILHA

Lembremos pois, a Queda da Bastilha, ocorrida no dia 14 de julho de 1789, ocasião em que foi derrubada a prisão-fortaleza – Bastilha, pelo povo parisiense. A referida prisão, por um longo período, subjugou o povo francês e simbolizou o absolutismo e a arbitrariedade da justiça, que prendia intelectuais e nobres que discordavam do regime, à época sob o comando do Rei Luiz XVI. A Queda da Bastilha foi, sem dúvidas, a base para a declaração universal dos direitos humanos.

MARTIN LUTHER KING E OS DIREIT0S CIVIS NOS EUA
Martin Luther King quando fez o lendário pronunciamento: "Eu tive um sonho"
Outro avanço da democracia teve início com a marcha sobre Washington nos EUA, ocorrida no dia 28 de agosto de 1963 sob o comando do líder negro Martin Luther King. Na ocasião, o pastor e pacifista afro-americano reuniu 250 mil pessoas para clamar, discursar, orar e cantar por melhores dias para a comunidade negra. Foi um clamor por justiça social, liberdade, trabalho e pelo fim da segregação racial contra a população negra do país mais poderoso do mundo.
Vale lembrar que a histórica manifestação foi composta por 80% de negros e 20% de brancos que abraçaram a causa sob a liderança de King. O seu discurso intitulado, “Eu tenho um sonho”, proferido naquele dia de lutas, conquistas e vitórias do povo negro, ficou marcado pelo trecho em que Martin Luther King bradou em alto e bom som: “Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele”. O presidente dos Estados Unidos da América à época, Lyndon Johnson, assinou a Lei dos Direitos Civis no dia 2 de julho de 1964. A data coincide com o Dia da Bahia em nosso país.

QUEDA DO MURO DE BERLIM

O país mais poderoso do continente europeu, a Alemanha, passou por muitas transformações e teve seus reveses e avanços, entre os quais destacamos a Queda do Muro de Berlim, que separou milhares de famílias na fatídica noite de 13 de agosto de 1961, quando milhares de cães de guarda foram soltos nas 255 pistas que separavam as duas Alemanhas: Ocidental e Oriental. A cidade de Berlim dividiu também o mundo em dois blocos: Berlim Ocidental, capital da República Federal da Alemanha (RFA), constituída pelos países capitalistas e encabeçados pelos Estados Unidos da América; do outro lado ficou Berlim Oriental, capital da República Democrática Alemã (RDA), constituída pelos países socialistas sob o domínio soviético. Para o avanço da democracia e do mundo, os 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação e as 127 redes metálicas eletrificadas tiveram fim no dia no dia 9 de novembro de 1989 e passou para a história como data da Queda do Muro de Berlim e permitiu que milhares de famílias se reencontrassem depois de quase três décadas separados pela força bruta.

CONSTITUIÇÃO DE 1988
Ulisses Guimarães entrega aos brasileiros a Constituição de 1988


Eis que, em 1988 no Brasil, o timoneiro Ulisses Guimarães, entrega ao povo uma nova Constituição, com o fim da censura aos veículos de comunicação; implantação do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o território nacional; garantia das terras indígenas; garantias de leis de proteção do meio ambiente; instituição de eleições diretas em dois turnos, caso nenhum candidato consiga maioria dos votos válidos no primeiro; maior autonomia dos municípios.

22 CANDIDATOS PARA PRESIDENTE EM 1989!

A juventude do Brasil respirava novos ares e inspirados pelo jovem deputado de Mato-Grosso, Dante de Oliveira, autor da Emenda das Diretas Já, o povo foi para as ruas em Curitiba no dia 12 de janeiro de 1984, quando o deputado Dante de Oliveira aos 32 anos de idade, ao lado de dez governadores de oposição exigiram eleições diretas para presidente da República. A partir daí o povo brasileiro encheu as ruas de nosso país em diversos comícios das Diretas Já e, em 15 de novembro de 1989, 22 brasileiros disputaram pela primeira vez o pleito por meio do voto popular depois do regime militar.

Foram os seguintes, os candidatos e candidatas para presidente do Brasil e suas respectivas votações e percentuais no primeiro turno: Fernando Collor de Mello (PRN) - 20 611 011 votos e 30,47%; Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  - 11 622 673 votos e 17,18%; Leonel de Moura Brizola (PDT) - 11 168 228 votos e 16,51%; Mário Covas (PSDB) - 7 790 392 e 11,52%; Paulo Salim Maluf (PDS) – 5 986 575 votos e 8,85%; Guilherme Afif Domingos -  (PL) -  3 272 462 votos e 4,83%; Ulisses Guimarães  -  (PMDB)  - 3 204 932 votos  e 4,73%; Roberto Freire  - (PCB) – 769 123  votos e 1,13%; Aureliano Chaves -  (PFL) – 600 838 votos e 0,88%; Ronaldo Caiado -  (PDN) 488 846 votos e 0,72%; Afonso Camargo Neto - (PTB) – 379 286 votos e 0,56%; Enéas Carneiro – (PRONA) – 360 561 votos e 0,53%; José Marronzinho -  (PSP) – 238 425 votos e 0,33%; Paulo Gontijo – (PP) – 198 719 votos e 0,29%; Zamir José Teixeira – (PCN) – 187 155 votos e 0,27%; Lívia Maria Pio – (PN) – 179 922 votos e 0,26%; Eudes Oliveira Matar - (PLP) – 162 350 votos e 0,24%; Fernando Gabeira -  (PV)  - 125 842 votos e 0,18%; Celso Brant -  (PMN)  - 109 909 votos e 0,16%;  Antônio dos Santos Pedreira  - (PPB)  -  86 114 votos e 0,12%; Manoel de Oliveira Horta -  (PDCdoB) – 83 286 votos e 0,12%; Armando Corrêa -  (PMB) -  4 363 votos e 0,01%; Sílvio Santos  -  (PMB) – 0 voto  e 0,00% – candidatura indeferida. Total de votos válidos – 67 631 012 votos e 93,57%; votos em branco - 1 176 413 votos e 1,63%; votos nulos - 3 473 484 votos e 4,81%. Total de votos – 72 280 909 e 88,07%.
ANÁLISE DA DISPUTA QUE ELEGEU COLOR PRESIDENTE

Como se vê, foi de fato uma eleição bastante disputada. É sem dúvidas um dos mais importantes embates eleitorais de nossa história política. O debate foi altamente enriquecido com a presença de pesos tão importantes e caros da política brasileira, tal como o timoneiro Ulisses Guimarães, que teve como seu vice o baiano exemplar Waldir Pires, ex-governador da Bahia e três vezes ministro de Estado, cuja trajetória sempre orgulhou os brasileiros de todos os rincões.
          O velho caudilho Leonel de Moura Brizola naquelas eleições foi um show à parte nos novos ares de nossa democracia. Único político brasileiro que governou dois estados diferentes: o seu Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro, onde foi governador por dois mandatos. Lembrando ainda que Brizola obteve um terço dos votos para deputado federal no Estado da Guanabara em 1962, o mais votado de todos os tempos proporcionalmente. Gaúcho arrojado e da palavra fácil, Brizola não usava teleprompter para gravar seus programas de rádio e televisão e fazia tudo no improviso, no mesmo estilo usado para massacrar sem dó e sem piedade os seus mais ferrenhos adversários, nos debates ou em suas polêmicas entrevistas e pronunciamentos.

COVAS ENTROU NA DISPUTA COMO VENCEDOR!

Mário Covas, força moral de um tempo em que o fio do bigode ainda tinha valor, no início da campanha era considerado imbatível pela maioria dos cientistas políticos nacionais e estrangeiros. Outro nome considerável na disputa foi Afif Domingos, que com o discurso da modernidade na economia e seu carisma de jovem elegante e bem-sucedido, de voz macia e firme, encantava milhares de brasileiras e brasileiros de forma crescente, o que balançou, e muito, os bastidores daquela acirrada disputa, deixando sem sono os líderes das pesquisas. 
Personagem obrigatória naquele pleito foi a do ex-governador de São Paulo, Paulo Salim Maluf. Embora querido por paulistas e paulistanos naquele pedaço de nossa luta democrática, Maluf, que venceu Mário Andreazza no primeiro turno da eleição indireta realizada pelo Colégio Eleitoral em 1984, foi flagrantemente derrotado por Tancredo Neves no segundo turno, quando perdeu o encanto e o protagonismo que lhe eram peculiar. Chegou enfraquecido para a disputa de 1989, mas ainda com sua verve afiada atacando adversários que cruzassem o seu caminho.

A ESPERANÇA DO POVO BRASILEIRO DERROTOU OS CACIQUES!
O Collor confiante mostra V da vitória

 Collor arregaça as mangas da camisa e joga duro
O jovem alagoano de 39 anos Fernando Collor de Mello, que tinha sido prefeito de Maceió aos 30 anos, deputado federal e governador, chegou chegando e fez a energia de sua juventude balançar em pouco tempo de campanha os quatro cantos da nação brasileira. Era o azarão e a novidade da primeira disputa após a ditadura militar, quando o povo estava ávido por eleições diretas e renovadoras. Entretanto, os oponentes do alagoano demoraram a entender que ele seria o cara da vez!
Quando a campanha já pegava fogo e a todo o vapor, os seus conterrâneos nordestinos o aplaudiam de comício em comício e muitas vezes, junto com o candidato, o pregoeiro da fé no Nordeste, o Frei Damião, que mostrava de forma estratégica e subliminar o lado fervoroso do candidato. O apelo do jovem candidato caçador de marajás, complementou-se com o discurso vibrante relacionado aos descamisados, pés-descalços e desdentados, que representavam a maioria da população. Foi de fato o tiro certo de quem tinha apenas uma bala.
Tudo indicava na subida rápida e constante de Fernando Collor nas pesquisas, que o povo separou a crença no fio do bigode e a esperança que renascia e mexia com brasileiros de todas as camadas sociais e de todos os rincões, privilegiando a última.
          Certamente, naquele momento da campanha, Mário Covas estava a refletir, pois perdia votos generosos em São Paulo para o jovem governador que ele preteriu como vice, por pertencer a um estado inexpressivo e sem tradição na disputa pelo comando da nação. Quando recebeu o não do poderoso governador paulista, o audacioso alagoano Fernando respondeu na lata: “Esteja certo, governador Covas, que o enfrentarei nas urnas e mostrarei o tamanho do Estado de Alagoas”. São informações dos bastidores da campanha que somente pessoas como Cleto Falcão, Renan Calheiros e Cláudio Humberto sabiam. O papel de conciliador nacional de Covas não colou e logo ele foi percebendo que estava sendo trocado pela mudança renovadora proposta.
Os números das pesquisas variavam constantemente e a favor da candidatura de Collor na reta final do primeiro e segundo turnos. Neste último, migravam votos de todo o centro-direita, ou seja, os votos de Maluf, Afif, Covas e até dos eleitores do PMDB que não viram o Senhor Diretas decolar.
Enquanto isso, o velho caudilho brigava ferozmente na busca dos votos de ideologia progressista com Lula pela segunda vaga no segundo turno, principalmente em Minas Gerais.  Alguns empresários poderosos do país lustraram seus tanques de guerra e se posicionaram nas trincheiras de Minas, quando jogaram a favor do candidato do PT, pois temiam a vitória de Brizola no segundo turno. Lula levou a melhor, numa disputa inusitada! O líder sindicalista, que parou o ABC paulista naquele ano, estava confiante em sua revolução popular pensada pelo estrategista José Dirceu, embora o próprio mentor do PT soubesse que o preconceito calava fundo no coração das elites que não aceitavam um trabalhador com pouca escolaridade na direção de um país conservador e de dimensões continentais como nosso, além de ser dono da oitava economia do planeta.
No dia 15 de novembro de 1989 as urnas foram abertas e Collor obteve 20 611 011 votos, correspondentes a 30,47% do eleitorado, enquanto que Lula ficou em segundo lugar com 11 622 673 votos e um percentual de 17,18%. Lula obteve 454 445 votos a mais que Brizola, cujo percentual foi de 0,67%. Mário Covas e Paulo Maluf ficaram em quarto e quinto lugares respectivamente.
Naquele dia histórico para os brasileiros que clamavam por eleições, saímos de um jejum de 21 anos, ocasião em que cinco generais se revezavam no poder, entre os quais João Figueiredo, que foi o último e governou por seis longos anos. Figueiredo foi substituído por José Sarney, vice de Tancredo Neves, eleito pelo colégio eleitoral formado pelo Congresso Nacional. Tancredo morreu doente antes da posse.  

GOVERNO FERNANDO COLLOR

Lula e Collor no debate mediado por Marília Gabriella
O último debate na TV entre Collor e Lula ficou para a história analisar, o que foi feito com lupas pelo próprio ex-presidente do PT e um dos mais atuantes deputados federais que a esquerda teve, José Genuíno. Este afirmou com todas as letras que Lula não foi bem no debate e que Fernando Collor o superou naquele momento histórico da política brasileira. Fernando Collor obteve 35 089 998 votos, cujo percentual foi de 53,03%, enquanto que Luiz Inácio Lula da Silva foi votado por 31 076 364 de brasileiros, correspondentes a 46,97%. O pleito foi realizado no dia 17 de dezembro de 1989.

Collor e o presidente dos EUA  George H.W. Bush, antes de tomar posse

Mandela depois de 27 anos na prisão na África do Sul,
é recebido pelo presidente Fernando Collor no Brasil
Papa João Paulo II é recebido pelo presidente Collor em sua segunda visita ao Brasil


Fernando Collor assumiu a presidência da República no dia 15 de março de 1989 e foi apeado do poder no dia 29 de dezembro de 1992, quando foi substituído por seu vice, Itamar Franco (PMDB) que governou até dia 1º de janeiro de 1995. O governo Collor foi marcado por avanços importantes em seus dois anos e meio de administração. Nessa ocasião, brasileiros de todos os rincões assistiram com entusiasmo a abertura de mercado que permitiu que trocássemos os nossos automóveis considerados verdadeiras carroças motorizadas por modelos de alta tecnologia usados nos países do primeiro mundo.
Os computadores arcaicos da década de 80 foram substituídos por máquinas de última geração e conhecemos os celulares que transformaram o cotidiano da maioria, quase absoluta, de nossas cidadãs e cidadãos.  Vale lembrar que o relatório do Banco Mundial em 2018 mostrou, claramente, diversos avanços importantes no governo Collor, inclusive afirmou de forma detalhada, que no início da década de 90, os menos favorecidos de nosso país foram mais beneficiados que os ricos.
O popular confisco da poupança, sem dúvidas, é um momento forte, sempre lembrado pela população, especialmente pelas pessoas de 50 anos de idade ou mais. Por isso, perguntamos ao ex-presidente em determinada ocasião, como foi sequestrar a poupança do povo brasileiro. Ele não tergiversou e argumentou de forma convicta: “Não ouve confisco e nem sequestro do dinheiro do povo brasileiro. O propósito foi diminuir a liquidez financeira naquele momento de instabilidade. Prova disso é que no governo de meu sucessor, o Itamar Franco, o Plano Real foi implantado com sucesso e, caso não tivéssemos tido a coragem de tomar aquela medida, certamente o Plano Real não teria sido implantado da forma que foi feito e deu certo! Vale lembrar que todos os brasileiros tiveram seus valores devolvidos em 12 parcelas e a correção monetária foi feita em melhores condições que as oferecidas pelo sistema financeiro à época. Ressalto que a medida atingiu 10% das contas de nosso povo, que recebeu o dinheiro de volta, conforme prometido quando tomamos aquela medida necessária no momento de grande crise”, disse Fernando Collor de Mello. 
Relembramos que dos 22 candidatos que participaram da eleição presidencial em 1989, os únicos que continuam com mandato eletivo são: Fernando Collor de Mello, hoje filiado ao PROS e senador por Alagoas, com mandato até 2022, e Ronaldo Caiado (DEM), que exerce mandato de governador em Goiás.

O período pós redemocratização nestas três décadas acrescentou em nosso destino político a prisão de dois ex-presidentes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso por suspeita de corrupção e condenado a oito anos e dez meses de reclusão, e o ex-presidente Michel Temer (MDB), acusado de comandar quadrilha que praticou corrupção e cartel durante a construção de Angra 3. Temer ficou detido a primeira vez por quatro dias e na segunda por cinco dias. Temer substituiu Dilma Rousseff, afastada por impeachment, cujo processo iniciou-se em 2 de dezembro de 2015 e o afastamento definitivo se deu no dia 31 de agosto de 2016.
O povo é, de fato e de direito, o guardião da democracia. Os nossos 519 anos de história mostram diariamente as injustiças cometidas pelos detentores do poder. Entretanto, a fé e a esperança dos brasileiros continuam inabaláveis e o povo pronto para ir às ruas na defesa de nossa honra, sempre com foco na liberdade, igualdade e fraternidade! Avante, Brasil!

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

UM CARIOCA DA GEMA NA PREFEITURA DO RIO: SALVE JORGE!



Por: Walter Brito

A Cidade Maravilhosa tem sete milhões de habitantes, entre os morros, favelas e suas belas praias conhecidas no mundo, a exemplo de Copacabana, Ipanema, Barra da Tijuca e muitas outras. Seus bares e casas de espetáculos da Lapa ao Leblon, passando pela Zona Norte, fizeram história, onde Pixinguinha mostrou seu talento como um dos maiores saxofonistas de todos os tempos.
CRISTO REDENTOR É O MONUMENTO MAIS VISITADO E FOTOGRAFADO DO BRASIL

     Aos 456 anos, o Rio de Janeiro viu nascer e brilhar em suas terras figuras emblemáticas, como os gigantes Machado de Assis, Nilo Peçanha, Lima Barreto, João do Rio, Garrincha, Cartola, Natal da Portela, Jamelão, Candeia, Ruth de Sousa, e tantos outros que deram suas contribuições para que o Rio continuasse eternamente lindo e de uma alegria contagiante, misturando cultura, política e a economia pujante que representa o segundo PIB do país, com 350 bilhões de reais. A cidade encanta brasileiros e estrangeiros de todos os rincões, que fazem do Rio a líder do turismo na América Latina, tanto interna como internacionalmente.
O carioca Machado de Assis é considerando o maior escritor brasileiro

Entre os destaques do samba que nasceram no Rio e contribuem ainda hoje com a cultura e a alegria de um povo hospitaleiro,  que  há 126 anos vem mantendo o troféu de maior festa do mundo, o famoso carnaval carioca, destacamos os ídolos Paulinho da Viola, Martinho da Vila e Neguinho da Beija-flor, entre outros tantos que fazem o Rio, o Brasil e o mundo sambar e sorrir no compasso do gênero musical mais tipicamente brasileiro e originário dos batuques trazidos da mãe África nos tempos da escravidão.

Sabemos que a cidade e o Estado do Rio atravessam um dos piores momentos, quando seus governantes, em parte significativa, foram presos por corrupção; e o descaso administrativo é tamanho que um incêndio de grandes proporções destruiu o Museu Nacional em 2018. Localizado na Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristovam, na Zona Norte do Rio, a instituição tem duzentos anos e foi residência do rei Dom Pedro ll e dois imperadores. Entretanto, a falta de recursos e o descaso administrativo para a conservação de um Patrimônio da Humanidade são imperdoáveis. Todos os atores públicos precisam assumir suas culpas: governos federal, estadual e municipal. O prefeito Marcelo Crivella à época do incêndio desconversou e disse: “Trata-se de uma fatalidade”.

A PRÉ-CAMPANHA PARA PREFEITO DO RIO ESTÁ NA BOCA DO POVO!

Marcelo Crivella é canditato à reeleição pelo PRB e com o apoio dos evangélicos
No próximo ano, exatamente daqui a 13 meses, a população do Rio vai às urnas escolher o novo prefeito e o parlamento municipal. Para a prefeitura, 22 nomes estão no páreo: Alessandro Molon (PSB), Arolde de Oliveira (PSC), Benedita da Silva (PT), Bruno Kazuhiro (DEM), Carlo Caiado (DEM), Clarissa Garotinho (PROS), Eduardo Paes (DEM), Fred Luz (Novo), Gustavo Bebiano (sem partido), Hélio Negão (PSL), Jerominho (PMB), Marcelo Calero (Cidadania), Marcela Crivella (PRB), Marcelo Freixo (PSOL), Mariana Ribas (PSDB), Martha Rocha (PDT), Paulo Messina (sem partido), Pedro Fernandes (sem partido), Rodrigo Amorim (PSL), Ruan Lira (PROS), Otoni de Paula (PSC) e Washington Farjado (sem partido).

JORGE COUTINHO ENTRA NO JOGO SUCESSÓRIO
Jorge Coutinho poderá surpreender na eleição para prefeito. Na foto, Milton Gonçalves e o amigo de cinco décadas, Jorge Coutinho
Mais um candidato para a prefeitura do Rio se apresenta com a força dos artistas e da negritude da Cidade Maravilhosa. Trata-se do ator de teatro, cinema e televisão, Jorge Coutinho (MDB). Fundador do MDB, ao lado do amigo de cinco décadas Milton Gonçalves e do timoneiro Ulisses Guimarães, Coutinho construiu uma bela história de lutas, conquistas e vitórias no meio artístico e como líder da comunidade negra nacional e ativista político.
Vale ressaltar que Coutinho dividiu o mundo das novelas globais em duas épocas, antes do beijo e após o beijo. Ele foi o primeiro negro a beijar a boca de uma atriz branca na televisão, ocorrido na novela Os Passos do Ventos, da autora Janete Clair, quando contracenou com a atriz Djenane Machado, filha do famoso rei da noite carioca, Carlos Machado. Coutinho, como sempre, foi também um ferrenho ativista político e cultural no final dos anos 50 e início dos anos 60, quando simpatizava com o Partido Comunista Brasileiro, o famoso partidão, que lhe custou um exílio em Buenos Aires, na Argentina, só voltando após a abertura política.
Coutinho está confiante no apoio do povo carioca!

Coutinho, atualmente aos 85 anos de idade, com boa saúde e muita energia, continua em plena atividade como ator e presidente do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro - SATED, no exercício pleno da sua quarta gestão. Na última eleição, ocorrida recentemente, Coutinho derrotou o grupo do famoso ator da Globo Paulo Betti, a quem Coutinho processou por preconceito racial. A chapa de Coutinho, presidente, e Milton Gonçalves, secretário-geral, venceu Paulo Betti e seu grupo, quando Coutinho obteve 65% dos votos dos artistas do Rio de Janeiro contra apenas 35% do grupo concorrente. 
Vale Ressaltar, ainda, que Jorge Coutinho tem viajado pelo mundo, participando da apresentação dos seus filmes, Noitada de Samba, resgate da cultura negra nos anos de chumbo, cuja história e roteiro é do próprio Jorge, e Pantanal é o Império Serrano, dirigido por Célia Leal, tendo Coutinho como ator e protagonista da história. Coutinho esteve em Nova York e Boston nos EUA para divulgar os filmes, e tem uma programação intensa para os países africanos. O pré-candidato a prefeito do Rio foi, por muito tempo, o presidente nacional do MDB Afro, na gestão de Maguito Vilela.
É com esta bagagem que o Rio de Janeiro recebe mais uma alternativa para a disputa pelo Palácio da Cidade do Rio de Janeiro. O Palácio foi construído em estilo georgiano, entre os anos de 1947 e 1950. Será a primeira vez na história do Rio de Janeiro que três negros retintos participarão da disputa para a  prefeitura: Benedita da Silva (PT), Hélio Negão (PSL) e Jorge Coutinho (MDB). O único pré-candidato, entre os 23 que já se apresentaram, que se diz carioca da gema é Jorge Coutinho. Ele começará sua pré-campanha com o slogan SALVE JORGE! Que vençam a democracia e o melhor nome para administrar a Cidade Maravilhosa!


segunda-feira, 26 de agosto de 2019

ANÁPOLIS É COSMOPOLITA E DE TODOS OS BRASIS!

Anápolis em constante desenvolvimento


Por: Walter Brito
Anápolis, em Goiás, disputa com Abreu de Lima em Pernambuco e São Gonçalo no Rio de Janeiro o título de cidade mais evangélica do país proporcionalmente. Povo sistemático, ordeiro, trabalhador e dono de um coração grande que recebeu e recebe com alegria cidadãs e cidadãos de todas as partes do país e também dos cinco continentes do globo terrestre, o que a fez uma cidade altaneira, democrática, bem-sucedida e gloriosa.
Anápolis forma, com Brasília, os principais laboratórios para pesquisa de opinião como amostra do pensamento nacional.
Não se diz mais como antigamente: “Como pensa o grupo de Anápolis?” - trata-se de jargão do passado, que a centenária cidade goiana aboliu. O pensamento de Anápolis é macro e representa todos os cantos do país.  Hoje ela detém um dos maiores PIBs de cidades de seu porte no Brasil. Em Goiás, Anápolis só perde para Goiânia, e é uma das responsáveis pelo crescimento estadual de 1,8% ao ano, quase o dobro do crescimento nacional. Neste sentido, as cidades cosmopolitas abraçam pessoas de todos os lugares para participar de seu desenvolvimento pleno.
A  cidade tem economia sólida, cujo  PIB é o segundo do Estado

A divergência de ideias não tem a menor importância no que diz respeito ao bom relacionamento entre as pessoas de todos os segmentos daquela vitoriosa cidade, também conhecida como a Manchester do Centro-Oeste. Embora evangélica em sua maioria e também com grande número de católicos, em Anápolis se pratica de fato e de direito a profecia do pensador persa Bahá’u ‘lláh, fundador da Fé Bahá’í, autor do lema que diz: A unidade na diversidade, ou seja, mesmo que tenhamos pensamentos diversos, a união é fundamental para atingir nossos objetivos. Outra máxima divulgada por 5 milhões de Bahá’ís no planeta é que: “A terra é um só país e os seres humanos os seus cidadãos”. Por isso, os anapolinos de todos os rincões são mais que democráticos ao escolher seus representantes.


Percebemos que Anápolis dá oportunidade para todos, desde que sejam trabalhadores e que tenham bons projetos. Em nossa passagem pela cidade, em conversa com moradores de todos os segmentos sociais, ficou claro que aquele importante município goiano produziu lideranças políticas e empresariais de diversos  matizes, tais como os saudosos Anapolino Silvério de Faria (nascido em Anápolis), Henrique Santillo (nascido em Ribeirão Preto - SP), Onofre Quinan (nascido em Vianópolis), entre outros. Foi na Manchester do Centro-Oeste que nasceram o atual governador de Goiás Ronaldo Caiado; o destacado engenheiro Henrique Meirelles, influenciador da economia nacional e internacional; José Batista Júnior, fundador do Grupo Friboi e desde 2010 no comando da JBJ, importante empresa do mercado imobiliário nacional e outros investimentos na agropecuária.

Ronaldo Caiado, Henrique Meirelles e José Batista Júnior (Júnior Friboi)



Antônio Gomide
Nascido em outras plagas, que faz muito sucesso como líder político na cidade de Anápolis, destacamos o odontólogo Antônio Roberto Otoni Gomide, atual deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores. Ele passou pelo parlamento municipal por quatro mandatos e se elegeu prefeito em 2008 e foi reeleito prefeito em 2012 no primeiro turno com 90% dos votos válidos, maior votação proporcional do Brasil! O petista nasceu em Goianésia, interior goiano. Como se percebe, o povo anapolino é mais que democrático e aplaude os que trabalham com seriedade, independentemente do lugar em que nasceu.
O vereador Luzimar Silva tem carinho especial pelos moradores de todos os bairros de Anápolis

Outro nome, com perfil diverso de todos os citados nesta reportagem, que começa a fazer a diferença naquela cidade que abriga o segundo maior polo farmoquímico do país, é o vereador Luzimar Silva, eleito pelo PMN em 2016 com 1265 votos. Trata-se de um político diferenciado, que migrou do interior de Minas Gerais para a Dubai goiana, onde cursou o Ensino Fundamental. Com 40 anos de idade, Luzimar não frequentou os bancos das universidades, mas sua sensibilidade e preocupação com o ser humano o transformaram aos poucos em um líder respeitado.

O vereador Luzimar mantém um relacionamento republicano com o prefeito Roberto do Órion







Sua fala mansa e sua sabedoria forjada na luta pela sobrevivência permitiram que ele conquistasse um mandato e, por meio de seu trabalho, mostra aos anapolinos que está na cidade para dar o seu melhor! Por isso, os pensadores da política local poderão ter surpresas no processo eleitoral que se avizinha.

O vereador Luzimar numa selfie com o governador Ronaldo Caiado

O vereador Luzimar, com a sabedoria dada por Deus, é dono de um trabalho social forte que já repercute em toda a cidade. A fala pausada do vereador do PMN torna-se referência de parte significativa dos 400 mil anapolinos, que observam com interesse a sua ascensão nas pesquisas qualitativas. Entre as diversas ações a favor dos menos favorecidos, o seu olhar para o psicossocial, com seriedade, o faz um parlamentar especial.

 O vereador Luzimar Silva se sente à vontade no meio da comunidade

Sua entrada nos lares da população carente ocorre de forma estratégica e pensada, por isso avança, mas de forma silenciosa e subliminar. O vereador, por meio de uma pequena e competente equipe de psicólogos, está de fato contribuindo para minimizar na cidade os problemas da depressão entre outras doenças provenientes do comportamento humano. É importante ressaltar que a depressão é conhecida como a doença do século em todo o planeta Terra.
Acreditamos firmemente que nas eleições que se aproximam, o parlamentar do PMN poderá se consolidar como uma das lideranças que está ajudando a mudar pra valer, não só o seu município, mas o Estado de Goiás e o Brasil, pois para cada dez doenças que atingem nossas famílias que provocam situações desequilibradoras, oito delas, ou seja; 80%, têm origens psicossomáticas.
Como se vê, o povo anapolino é generoso e agregador. Permitiu que pessoas de outras localidades se tornassem líderes como Henrique Santillo, Onofre Quinan, Antônio Gomide e agora o vereador Luzimar Silva. É com muita simplicidade e sabedoria que Luzimar entra pra valer no coração de um povo que tem o espírito do progresso e faz da unidade na diversidade um de seus lemas para vencer e vencer os obstáculos e as adversidades da vida. Salve Anápolis e os anapolinos de todos os Brasis!



sexta-feira, 23 de agosto de 2019

CRISTALINA CLAMA PELA NOVA ORDEM MUNDIAL

Heitor é o representante da juventude do DEM no Entorno do DF. Heitor será o candidato de Caiado em Cristalina



Por: Walter Brito

Cansada de desmandos, a centenária Cristalina de Goiás, que completou 103 anos no último 18 de julho, sente que as pernas ficam mais firmes quando os seus filhos permanecem lutando pela cidade ou retornam depois de adquirir conhecimentos em outras plagas. Muitos vão, mas voltam, pois o coração fala mais alto e a paixão eterna, tanto pelos pais, irmãos e demais parentes que ficaram na cidade, como também pelos amigos de infância e da juventude plena.
 Aquele próspero pedaço de chão goiano teve seus recursos naturais e suas terras férteis ceifadas por estranhos, ao tempo que enriqueceu muitos que se foram e nem um até logo deram ao município que ainda hoje vê seu povo em ruas esburacadas, asfaltos de baixa qualidade e esgotos a céu aberto e poucas opções de empregos para sua juventude. Cada governante que lá passa faz promessas que não cumpre. Entretanto, ainda existem esperanças!
É neste momento importante em que se aproxima o pleito eleitoral, que Cristalina para, reflete e percebe que, embora seja notícia na mídia do país como capital do agronegócio no Centro-Oeste brasileiro, e a beleza de seus minerais que encantaram o mundo; a realidade é bem diferente, onde o filho chora e a mãe pode fazer muito pouco. Ainda assim, os cristalinenses mais otimistas e dispostos a desafios olham para o futuro com muita confiança.
 Esses guerreiros aproveitam os erros cometidos por salvadores da pátria sem compromissos, inclusive os que se foram e passam por lá como visitas, aproveitadores, depredadores e à procura da caça para abater. Existem também os cristalinenses que desejam o desenvolvimento municipal e se preparam para o momento certo.
Nessa seara, Cristalina é dona de uma juventude vibrante, disposta a brigar por dias melhores pelo povo altaneiro de uma das cidades mais importantes da região que circunda a capital brasileira e distante 120 km do Palácio do Planalto. Trata-se de uma juventude forjada na luta pelo saber, aliada ao trabalho árduo, que não é somente o cabo da enxada que no passado fez famosa a Serra dos Cristais. Refiro-me aos jovens empreendedores, comerciantes, jovens e arrojados fazendeiros, investidores no mercado financeiro, médicos, dentistas, engenheiros, advogados, entre outros, que dizem em coro: “Cristalina agora vai!”.
O jurista cita Ruy Barbosa em seu discurso de posse na PUC de Goiás 

 Entre esses jovens, eu destaco para a reportagem de hoje o jovem advogado Heitor de Sousa Soares, admirado pelo governador Ronaldo Caiado desde sua tenra infância. Com muita sabedoria e política nas veias, foi aos 18 anos candidato ao Parlamento Municipal de Cristalina. Os duzentos e poucos votos recebidos naquela eleição de 2012, incentivaram o jovem adolescente a conhecer outras disputas e participou efetivamente da eleição que elegeu Ibaneis Rocha presidente na OAB-DF em novembro de 2012.
Na mansão do bem-sucedido advogado, na última reunião que o faria presidente, o jovem cristalinense disse ao hoje secretário do GDF junto à comunidade, Severino Cajazeiras: “Eu quero ser advogado como você e o Ibaneis. É isso que vou ser”. Disse. Partiu para Goiânia à procura de um novo caminho. Depois do vestibular, no qual foi aprovado entre os primeiros, o filho de Cristalina se destaca por sua inteligência, responsabilidade e sempre comprometido com o progresso de Cristalina e região, Goiás e o Brasil.
Eis que o sonho vira realidade: “Os cinco anos da faculdade passam mais rápido do que imaginei”, disse o jovem a este repórter. Nesse dia, imbuído de muita emoção, pois tinha sido escolhido por seus pares na PUC de Goiás como o orador, Heitor se torna protagonista da sua turma de formandos. Em seu badalado discurso, discutido pelos estudantes de Direito, nem só da PUC, mas pelos estudantes que faziam Direito em Goiânia em outras universidades.
O audacioso jovem cristalinense cita o jurista Ruy Barbosa, que foi convidado para ser paraninfo da turma de formandos em Direito de 1920 da Universidade de São Paulo, conhecida como Universidade do Largo do São Francisco. O discurso, escrito pelo Águia de Haia que, impossibilitado de comparecer ao evento, foi lido pelo professor Reinaldo Porchat em março de 1921, intitulado Oração aos Moços.
O orgulho de Dona Dina, ao lado do filho advogado

Heitor se referiu aos ensinamentos do famoso jurista com muita categoria ao citar os arroubos da juventude, quando muitos jovens trocam os livros pelas badalações, os botecos e a vida boêmia, e acabam se perdendo no momento mais fértil para adquirir o saber. Dessa forma sofisticada, Heitor fez o chamamento dos goianos de todos os rincões para, junto com ele, fazerem acontecer, com foco nas palavras do maior gênio do saber jurídico de nossa história.
Eis que, formado e vivendo de sua luta diária na advocacia, o filho de dona Ana Bernardina, a popular dona Dina, recebeu o diploma de Honra ao Mérito, em sessão especial em homenagem ao Dia Internacional da Juventude, na Câmara Municipal de Goiânia.
Heitor é sempre lembrado pela luta incansável no movimento estudantil em Cristalina, ocasião aliás em que tive o prazer e a satisfação de entrevistá-lo em um programa de rádio que movimentou as manhãs de sábado, no final de 2011 e primeiro semestre de 2012, na Capital do Agronegócio do Centro-Oeste brasileiro. O jovem realizador e jurista de proa está empenhado na estruturação da comissão da advocacia na subseção da OAB em Cristalina com o mesmo empenho que o fez líder do movimento estudantil da PUC e conselheiro estadual na vaga destinada à OAB-Goiás.

Heitor ao lado do saudoso padrinho Miramar. Este foi um dos mais importantes empresários da história de Cristalina

Como diz o ditado popular: O bom filho a casa torna, Heitor voltou para o lar de sua querida genitora, dona Dina, e se preocupa com melhores dias para os seus conterrâneos e o avanço de sua terra natal. Agora ele está ao lado da mãe, dos irmãos, demais entes queridos, amigos e conterrâneos com os quais conviveu na tenra infância, e outros que o ajudaram a dar os primeiros passos na escola infantil e o orientaram na adolescência, e outros que o viram correr pelos campos daquela terra que Deus abençoou com muita água e terra fértil.
Tudo indica que num futuro próximo, Heitor Soares de Sousa estará nos braços do povo, como ele mesmo diz em alto e bom som: “Fui para Goiânia estudar e agora retornei ao município para contribuir”. Como sabemos, a Nova Ordem Mundial exige mudanças constantes, e chegou a vez de Cristalina ver, ouvir e participar do resultado da modernidade e sabedoria de seus próprios filhos!

Heitor recebe o seu canudo de papel das mãos do Reitor da PUC e, volta para Cristalina, decidido colaborar com seu povo!