terça-feira, 4 de novembro de 2014

Oposição marca ato para consolidar Aécio como líder


Evento vai representar a primeira aparição pública de Aécio desde que ele concedeu a entrevista coletiva na noite de 26 de outubro, após ser confirmada a reeleição de Dilma

Paulo de Tarso Lyra

Aécio em campanha: votação expressiva nas eleições o credenciam com o principal líder da oposição para a próxima legislatura (Rodrigo Clemente/EM/D.A Press)
Aécio em campanha: votação expressiva nas eleições o credenciam com o principal líder da oposição para a próxima legislatura
Para demonstrar força e se contrapor às negociações conduzidas pela presidente Dilma Rousseff para a formação do novo ministério, a oposição marcou um grande evento para amanhã, no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados. Por decisão do ex-candidato do PSDB à Presidência Aécio Neves, a reunião da Executiva Nacional tucana para celebrar a eleição dos novos deputados e senadores do partido foi transformada em um ato político, com a presença das demais legendas que se alinharam ao PSDB no segundo turno das eleições presidenciais e garantiram 51 milhões de votos ao presidenciável tucano. 

Será a primeira aparição pública de Aécio desde que ele concedeu a entrevista coletiva na noite de 26 de outubro, após ser confirmada a reeleição de Dilma para mais quatro anos de mandato. Desde então, Aécio tem se mantido recolhido, com a família, enquanto os opositores começam a ensaiar a postura para os próximos quatro anos. “Estamos fazendo oposição desde as 20h15 da noite de domingo (26 de outubro). A ideia é intensificarmos cada vez mais esse trabalho”, disse o presidente do PSDB paulista, deputado federal Duarte Nogueira. 

Desde então, alguns movimentos foram lançados para tentar manter acesa a chama de oposição ao governo. Na semana passada, o PSDB apresentou um requerimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo uma auditoria especial para apurar supostas falhas no resultado final das eleições presidenciais – ontem, a Procuradoria-Geral da República emitiu parecer contrário ao pedido tucano. Paralelamente, importantes integrantes do partido, como o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), candidato a vice na chapa de Aécio, foram à tribuna do Senado colocar em dúvida a disposição da presidente Dilma Rousseff e do PT de estabelecer um diálogo com a oposição. 

No domingo, em coluna publicada nos jornais O Globo e O Estado de S.Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso questionou o discurso ameno dos petistas. “epois de uma campanha de infâmias, é difícil crer que o diálogo proposto não seja manipulação”, criticou. 

Os cinco governadores eleitos pelo PSDB – Geraldo Alckmin (SP), Beto Richa (PR), Marconi Perillo (GO) e Simão Jatene (PA) e Reinaldo Azambuja (MS) –deverão organizar um ato específico no fim de semana. 

Outras siglas O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), vai reunir hoje a Executiva Nacional do partido para posicionar a legenda em torno das novas ações daqui para a frente. Mas ele adiantou que não vê qualquer restrição à participação dos socialistas no evento de amanhã. 

O PSB, que apoiou Aécio no segundo turno das eleições, deve reunir hoje à tarde os deputados e os senadores eleitos para medir o tom oposicionista que adotará ao longo dos próximos quatro anos. O novo presidente do partido, Carlos Siqueira, tem dito que a postura dos socialistas não é de alinhamento incondicional aos tucanos, mas de crítica ao PT, sobretudo em matérias que eles considerarem prejudiciais ao país. 

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Aécio Neves, não vai ao evento de amanhã, porque pretende tratar de questões pessoais, mas conversou com o senador mineiro e deixou alinhavado outros atos políticos com a presença das lideranças oposicionistas. “Precisamos fazer uma oposição enérgica, contundente, que fiscalize as ações do PT e da presidente Dilma Rousseff”, disse Agripino. 

Reforma política

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançou, durante evento em Brasília, mais uma ação para mobilizar a sociedade civil a fim de acelerar a coleta de assinaturas favoráveis ao projeto de lei de iniciativa popular para a reforma política. A primeira proposta é o fim do financiamento empresarial das campanhas eleitorais. 
Mais informações no site www.reformapoliticademocratica.org.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário